Daí-nos Dioniso O vinho e o sexo A crueldade e o prazer Dai-nos de beber O esperma, o sangue E a eterna sede de querer Esse desejo que não sacia Esse açoite de horror E fantasia Essa bebida incessante da invenção Infla de coragem nosso coração Sofrido Dai força aos homens de ação Que vão pra guerra Cantando em tua homenagem uma canção da Terra Ensina a fertilidade Que o plantio da semente rompendo o solo anuncia em sua pele delicada e macia nova estação a florir
Toca a esperança Pela flauta de Pan Pela fartura de pão Onde a eterna musa Ninfa, fada, mulher Amada Se deixa possuir nessa língua molhada Nessa errância safada Que só se pode penetrar Os que têm o dom Para seguir Aqui E além Amém